Carta a uma jovem designer — um apelo à sinestesia

«Pergunta-me uma jovem imaginária o que é preciso para se ser designer (diz-me a estatística que será uma designer, mais provavelmente do que um designer). Respondo-lhe: gostar de arte e de engenharia. E também de agricultura, matemática e geofísica. E cinema, e dança, e literatura.
Algumas das melhores aulas de design que tive não foram exatamente aulas de design. Passando à frente as aulas em que aprendia a ser pessoa tanto quanto a ser designer — injustamente, porque é tanto ou mais importante aprendermos a ser pessoas antes de qualquer outra coisa —, lembro-me, por exemplo, de uma masterclass de violoncelo, de uma tarde de escalada, de alguns conselhos para jovens escritores.»

Escrito para o projeto «Cartas sobre design», a convite da Joana Baptista Costa e Mariana Leão, maio de 2022. A sua continuação pode ser lida (e ouvida, graças ao Ensemble de violoncelos da ESART) em https://www.cartas.design/carta-a-uma-jovem-designer/.

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