Do livro como objeto à leitura como evento

«Vários estudos literários exigiam já a presença e a ação do leitor, assim como de outros agentes, para que o texto existisse. […] Mas talvez não se tenha dado ainda a importância devida ao ato que o leitor efetua em cada leitura. Mais ainda: não foi dada a devida importância ao objeto, que funciona tanto como caixa fechada como como chave para a abrir, nesse ato de leitura; ele não só contém o texto, mas também aquilo que permite que o leitor o descodifique. Este artigo pretende, além de sublinhar a importância do ato de leitura como fator constitutivo do livro, dar a ver o papel da materialidade do livro nessa ação. Se é necessariamente o leitor quem ativa um livro, produzindo leitura, o próprio livro traz consigo um conjunto de características formais, que respondem a vários protocolos de leitura, aos quais chamo ‘instruções de leitura’.»

Publicado na revista Entreler nº 1, outubro de 2021. Continua em https://pnl2027.gov.pt/np4/entreler/artigo7.html.


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